Imagem capa - Igreja Matriz Sagrada Família | São Caetano do Sul por Celso Vick
Igrejas Badaladas

Igreja Matriz Sagrada Família | São Caetano do Sul







História da Igreja Matriz Sagrada Família de São Caetano do Sul 

A Matriz Sagrada Família e a cidade de São Caetano do Sul se entrelaçam para comemorar o aniversário de 80 anos de História e Trabalho, de Memória e Arte e de trajetória de Fé da Congregação Estigmatina em São Caetano do Sul.

A celebração da religiosidade dos colonos pioneiros aqui chegados em 1877; a busca incessante por sacerdotes de uma população que cresceu muito de 1877 até 1923 e, finalmente, a instalação da primeira paróquia no povoado em 1924. A cidade de São Caetano do Sul foi fundada no ano de 1877, no dia 28 de julho, quando chegaram os colonos Italianos.  Havia uma pequena capela dedicada a São Caetano, mas estava abandonada e servia de abrigo aos animais. Logo a restauraram, e nas festas principais vinha um padre de São Paulo para celebrar a Santa Missa.

O povoado foi crescendo e, no dia 22 de dezembro de 1924, chegou o Pe. João Baptista Pelanda, primeiro representante da Congregação Estigmatina em São Caetano.  Até então, eram os missionários de São Carlos que davam assistência religiosa.

Em 28 de março de 1924, Dom Duarte Leopoldo Silva, Arcebispo de São Paulo, criava a Paróquia de São Caetano (Matriz Velha), desmembrando-a de Santo André e no dia 13 de abril do mesmo ano, o Pe. João Baptista Pelanda tomava posse como o Primeiro Vigário.

Logo após a posse,  ele percebeu que sozinho não daria conta do trabalho. Então, recorreu aos seus Superiores que enviaram o Padre Alexandre Grigolli, da mesma Congregação, para ajudá-lo.

Em 18 de abril de 1929, com a volta  do Pe. Pelanda para a Itália, o Pe. José Tondin assumiu o comando da igreja. Auxiliando-o permaneceu o Pe. Alexandre Grigolli.

Na ocasião, a cidade se apresentava em ritmo de acelerado crescimento. Então, Pe. Tondim e Pe. Alexandre Grigolli se conscientizaram da necessidade de projetar a construção de uma Igreja maior. Os padres, em conjunto com o "casal Ernesto e Anna Baraldi", concordaram numa permuta-doação de um amplo terreno localizado no alto da cidade.

Assim, em 17 de agosto de 1930, foi lançada a pedre fundamental daquela que viria a ser a Matriz Nova. No final de 1931, Pe. Tondin deixou a Paróquia, assumindo em seu lugar o Pe. Alexandre Grigolli.

Em março de 1932, tiveram inicio as obras da Nova Matriz e, no Natal de 1933, foi realizada a Primeira Missa pelo Vigário.

O templo da Paróquia Sagrada Família foi erguido, com muito sacrifício e dedicação, graças aos esforços do Pe. Alexandre e de muitos paroquianos que ajudaram com contribuições financeiras, além de alguns abnegados que trabalharam diretamente na própria construção.

Ao lado da nova Igreja foi construído também um Salão Paroquial que, por muitos anos, serviu como escola e local de reuniões e festas.

Finalmente, a nova Igreja foi inaugurada e benta pelo Bispo Auxiliar de São Paulo, Dom José Gaspar de Afonseca, em 06 de junho de 1937. Assim, a Paróquia de São Caetano ficou sendo a Nova Matriz, localizada no centro da cidade. Em 1946, o Pe. Alexandre Grigolli retornou definitivamente para a Itália e assumiu o cargo o Pe. Ézio Gislimberti.

Ele também dedicou-se muito para dar continuidade às obras e ao andamento da Paróquia. Foi lançada a pedra fundamental do Salão e do Cine Teatro Paroquial, com o nome de Pe. Alexandre Grigolli.

Em 1951 a Matriz Nova recebeu o cantor lírico italiano, Beniamino Gigli. A vinda dele a São Caetano foi um acontecimento de tal repercussão que neste dia houve um "recorde" de público dentro e fora da Igreja. Afinal, na época, Beniamino era o tenor mais famoso do mundo e, por sorte, era amigo da família do Pe. Ézio, o que facilitou sua visita. Dentro de seu repertório, Beniamino incluiu Ave Maria de Gounud, emocionando o público.

NASCE A PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA

Em agosto de 1954, foi criada a Diocese de Santo André e houve a nomeação de seu primeiro Bispo, na pessoa de Dom Jorge Marcos de Oliveira. A posse foi em 12 de setembro e, em 31 de outubro, o Bispo visitou pela primeira vez a Paróquia São Caetano. Então, os paroquianos, liderados pelo Pe. Ézio, fizeram um pedido ao novo Bispo, e que foi concedido, ou seja, a mudança do "orago"(o santo da invocação que dá nome a uma capela ou templo) da Paroquia de São Caetano para "Sagrada Família".

A história dessa paróquia sempre foi enriquecida pelas pinturas internas da Igreja, realizadas pelos irmãos Pedro  e Ulderico Gentilli. Arte tão rica que fez deste templo um patrimônio histórico cultural da cidade de São Caetano do Sul.

As pinturas nas paredes, assim como os estigmas de Cristo, que serviram de inspiração para a Congregação dos Padres Estigmatinos, marcam a história desses 80 anos de fé e vida.


Texto original da Revista Matriz Sagrada Família  80 anos